Abrindo os trabalhos

É, meu povo! 2012 chegou, Carnaval acabou e estávamos devendo um post de abertura por aqui. O conselho deliberativo do PAU se reuniu algumas vezes e chegou à conclusão de que comer, coçar e postar… é só começar.

Ano novo, vida nova e este que vos fala largou o sedentarismo viciante dos escritórios amarelados e resolveu cair na malhação.

Não, caro leitor, não pretendo virar um saco de músculos e sequelas causadas por esteróides, mas tô frequentando um ambiente cheio de gente assim.

Academia tem suas artimanhas. Pessoal viciado em puxar ferro. Gente com ciúmes de aparelhos, pesos e professores e tem também gente possessiva.

Na minha tem uma coroa marombeira, forte, bate ponto diariamente e faz aquelas séries cheias de exercícios conjugados (alternando dois ou três aparelhos ao mesmo tempo). Só que ela é do tipo que ganha no grito. O camarada chega lá pra usar um aparelho e ela de onde está já arregala o olho e grita:

Lindinho, tô aí também, tá? Vamo revezá?

É. A pessoa é perturbada e chama todo mundo de “lindinho” ou “lindinha”. Acho que é para amenizar a falta de educação.

Eis que convivendo alguns dias com essa figura inconveniente e possessiva me perguntei:

- E se fosse puta?

Pois é, caro leitor. Puta mesmo, dessas que vendem sexo nas esquinas e bordéis. Será que se ela fosse puta agiria com essa mesma inconveniência?

Imagine: bordel cheio. Ela atendendo um cliente no bar e de repente a porta abre. Um homem vai entrando e quando a coleguinha vai ao encontro dele ela grita:

Tô nesse aí também, lindinha. Tá comigo. É meu, é meu. Faço um boquetinho nesse aqui, uma punhetinha nesse daí e já pego o galego que tá ali no sofá.

Ou então outra situação: Ela está dando para um cliente no quarto e no meio da brincadeira vira e fala:

E aí, lindinho? Vamo revezar? Agora é a minha vez.

E vida que segue! Bem-vindo, 2012!

[Bob]

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A Voz

Salve, amigos

o prometido é devido e finalmente cá está um novo post nesta distinta página. Provavelmente o último do ano, após problemas técnicos que retardaram sua feitura e blábláblá

 

O PAU pinta e borda, é pura arte, e, como não poderia deixar de ser, faz-se musical por natureza – ai, ai, se eu te pego! Enquanto o mundo vai sendo afogado em indefectíveis listinhas, seja do melhor e/ou do pior do ano, seja de pedidos para Papai Noel ou para 2012, tratarei aqui de um único momento.

Eu vi e ouvi, ao vivo, A Voz. Eu sou o primeiro a questionar: quem é você para falar sobre música? Eu mesmo respondo: ninguém. Agora, depois de ler alguém ser pago para escrever que determinado cd está repleto de músicas ruins, mas sua cotação é regular, dou-me o direito, ó pá!

Virgínia Rodrigues

Fantástica - e essa música (cliquem na imagem, gafanhotos) deixa a gente comovido como o diabo, seu Drummond.

Virgínia Rodrigues, seu nome surge apenas no quarto parágrafo deste texto não por qualquer implicância: é justamente porque seu talento precede qualquer necessidade de apresentação formal (e pela falta de qualidade do escriba). E quando a música fala por si, o palco está montado.

Ela não é queridinha da mídia, não é badalada pela imprensa dita especializada – lembrar-se-ão do seu surgimento, quando apadrinhada por Caetano Veloso – e não lotou o teatro em seu show. Azar de quem ainda não sabe e não viu a maior voz da canção brasileira em ação.

Durante o apedrejamento de que sou alvo agora, releiam o que eu escrevi. Não estou falando de gostos pessoais (“a melhor cantora na minha opinião é…”) ou de qualidades agregadas (“é a melhor cantora porque soma interpretação, repertório, musicalidade, etc.”). Faço uma constatação. Ela, a dona da voz, impõe-se como um poema-arroubo, tão em falta nas páginas e telas de nossas métricas frias ou falsas iconoclastias.

Alex Mesquita, Virgínia Rodrigues e Marco Lobo. "Se tudo que ofereço..."

Acompanhada pelo violão de Alex Mesquita e, eventualmente, pela percussão de Marco Lobo, Virgínia encantou uma série de canções de deixar boquiaberto o mais distante ouvinte e arrancar – mais de uma vez – longuíssimos aplausos em cena aberta. Eu não sei como se faz uma cantora, apesar de morarmos no dito país das cantoras, mas vi uma de verdade.

Eu poderia me prolongar, mas me perderia em (mais) clichês, como a influência do tempero da Bahia e da força dos Orixás no seu canto potente. E tudo que ela não merece é ser mencionada em meio a clichês, deixados de lado inclusive na construção do roteiro do espetáculo.

Se ainda não ouviram esta dama da canção (sua benção, Dona Ivone Lara), parem de perder tempo com estas vazias palavras ao vento e cliquem nos links por aqui espalhados. No mais, uma expressão usada pela própria Virgínia Rodrigues define eu pretendi dizer sobre ela: “é luxo só”.

 

Abraços,

[Sicrano]

P.s.1: é provável que este texto esteja uma merda, feito em um desmerecido bate-pronto e longe da calor do espetáculo. Mas a emoção inteira permanece.

P.s.2: como os (as) nobres leitores (as) já sabem, clicando nas imagenzinhas, de autoria desde que voz escreve, mais canções para seu deleite.

P.s.3: já que estamos falando de música, você ainda não ouviu Recanto? Deveria, Neguinho…

P.s.4: Frank Sinatra yada, yada, yada… Atchim!

P.s.5: o ano em que perdemos Cesária Évora.

P.s.6: aquele abraço, 2011. E que venha 2012 – ou melhor, venhamos todos para um novo ano. Muito Pau nessas mesas do Brasil e do mundo. Felicidades a todos!

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Até a última ponta

Salve, amigos

Imaginem aquele momento em que você precisa registrar rapidamente uma informação – uma ideia, um número, um recado qualquer. O que você faz? Sim, digita no seu aparelho eletrônico – seja um Nokia 1100 ou um modernoso tablet. Daí eu me pergunto: o que fizeram da escrita?

Porque se há algo que está se tornando anacrônico é o ato de escrever. Você argumentará que nas escolas ainda é hábito, mas é fato que se caminha para que os computadores substituam os cadernos. Existirão ainda outros exemplos, mas tendo a vê-los como exceções que acabarão confirmando o princípio aqui colocado.

As cartas já haviam se tornado artigos de museus, suplantadas pelos e-mails, há decadas. O correio eletrônico, devido ao seu dinamismo, trouxe a esperança por respostas. Mudam os meios, permanece o homem: como antes, são tantas as mensagens que não voltam…

Escrevendo, ô benino

Eu tinha bic quatro cores!

Desaparecem do nosso cotidiano, assim, uma gama de referências que ajudaram em nossa (gerações que se sentirem abraçadas por estas observações, abracemo-nos) construção de mundo: lápis, lapiseiras, canetas, borrachas, apontadores, liquid paper, gizes, apagadores… E a própria caligrafia em si – virará arte -: nossas palavras, como estas, são traduzidas em impessoais fontes.

Não estou aqui para ser nostálgico ou lamentar os possíveis danos do avanço tecno-social. Se somos descendentes dos que comunicaram de diversas maneiras que não com a escrita, seremos ancestrais de quem moldou-se o que está sendo feito. Esta constatação, com atraso considerável, veio-me há pouco como uma inesperada (e sempre dolorida) freada de ônibus. Nada de garranchos ou mínimas colas. Como reconhecerei teu bilhete se ao invés dos teus redondos “as” ele me traz esse arial opaco? Que venha o seu cheiro…

Mas tergiverso, o que é difícil quando se está apenas teclando – a folha de papel  física parece mais susceptível aos devaneios do arremedo de escritor do que este monte de pixels que me cega diariamente. A tinta não acaba, a linha não borra, a ponta não quebra – e se vai o prazer de moldar o grafite como uma afiada arma de guerra! Que batalhas nos restam?

Como ficam as referências: Deus escreve certo por linhas tortas? Escreveu, não leu, o pau comeu? Vale o que está escrito? E o dever de casa não feito – é mais difícil pro cachorro ingerir um notebook do que um caderno. Por outro lado, digitar não seria simplesmente o nosso escrever atualizado (com as ferramentas disponíveis na época)?

Lápis agora só para maquiagem; caneta é bola entre as pernas do adversário; apontador é o do jogo do bicho; e borracha ficou como figura de linguagem.

 

Abraço,

[Sicrano]

 

P.s.1: será que alguém se irritou por cair na rede do título?

P.s.2: o texto poderia ter divagado sobre penas, máquinas de escrever e sms, mas poupei vocês.

P.s.3: eu tenho uma máquina de escrever.

P.s.4: qual foi a última coisa que você escreveu – não vale o seu nome?

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Persistência

Comprei um mouse a R$ 9 nas Americanas e na hora de pagar a menina do caixa comemora:

“EEEEBA! Olha só: Esse mouse tem uma garantia de 1 ano do fabricante. (pensei: já sei. li na caixa)… Mmmmmaaaasss você pode comprar uma garantia das Lojas Americanas por mais 1 ano por apenas R$ 4.”

Eu: Não, obrigado. Vou ficar com a garantia de graça mesmo.

Ela, insistente: mas são só 4 reais.

Eu: Querida, por 4 reais eu compro meio mouse. Vou pagar os 9 reais mesmo

Ela fechou a compra e quando ia passando o cartão lamentou: pena que você não quis. Caso acontecesse algum problema com um botão, o fio bla bla bla tava na garantia.

EU: É. Não. É só um mouse.

 

[Bob]

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O samba da volta ou Beijo na testa de todos

Salve, amigos

 

Toc, toc, toc! Tem alguém aí?!?!

 

Então… Bem, como explicar que saí pra comprar cigarro mesmo não fumando em um longínquo julho e não havia voltado até agora?… Hum… Vamos estabelecer uma relação adulta, cortar o blá-blá-blá das desculpas e ir direto pro perdão? “Daqui pra frente…”

 

O tom musical é proposital. Esta postagem é uma singela homenagem ao samba e ao partido alto – resumidamente, versos improvisados sobre um tema -, coisa fina. Através dele e das minhas rimas toscas abraço toda nossa querida audiência. Isso significa que será pra valer? Significa. Eu cumpro minhas promessas? Consultem meu advogado. E teve boatos que yada, yada, yada

 

Porque amor rima com flor

 

Se você sentiu saudade / curta, tuíte e replique. / O objetivo, a bem da verdade, / é que venha o Google nos comprar em um clique. /

 

O blog não trata de nada, / mas essa premissa já foi usada. / Por outro lado ele trata de tudo, só não falamos da tal da salada. / Então ouço O Guarani tocar, vai começa a próxima jornada. /

 

Se você sentiu saudade/ curta, tuíte e replique. / O objetivo, a bem da verdade, / é que venha o Google nos comprar em um clique. /

 

Cidadão considerado é o caro amigo Bob, / sujeito popular de Olaria ao Pelô. / O blog é o seu hobby / – ele é nosso embaixador! /

 

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Entramos no ar na rádio Interferência / e o sucesso foi muito natural. / Agora somos blogueiros de elite, na pura malemolência… / E vem aí mais um Paudcast, nossa promessa de carnaval! /

 

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Diz aí, companheiro Bigode, / tirou a cabeleira do coco e a mantém sob o nariz. / Com o chorão perspicaz ninguém pode, / escreve, filma e edita, só cercado de modelo e atriz. /

 

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Não dá mole o Pau na Mesa, / isso seria desrespeito! / Com ou sem trocadilho, somos pura destreza / – aqui não tem essa de malandro perder o jeito! /

 

Se você sentiu saudade/ curta, tuíte e replique. / O objetivo, a bem da verdade, / é que venha o Google nos comprar em um clique. /

 

E esse tal de Sicrano, achando que é bamba? / Faz uns versinhos quaisquer e pensa que tá dominando. / Vai lá atualizar o blog, não permita sua descamba./ Só me diz você: como levar a sério alguém chamado Cizenando! /

 

Se você sentiu saudade/ curta, tuíte e replique. / O objetivo, a bem da verdade, / é que venha o Google nos comprar em um clique. /

 

Se mentira tem perna curta, / eu vou caminhando devagarinho. / Só escrevemos verdades, então curta: / o segredo é ser tudo bem planejadinho. //  

 

 

Abraços,

 

[Sicrano]

 

 

 P.s.1: Querida Lis, só vi há pouco seu doce comentário. Estamos bem, eu acho, e com saudades de você! Pois sua sugestão é um ordem: estejam todos os internautas com suas testas devidamente beijadas!

 

P.s.2: Ah, o ritmo da leitura dos “versos” fica a seu critério, caríssimo leitor, e ao sabor do teor alcoólico de sua corrente sanguínea e suas ideias…

 

P.s.3: Algum desconto por estes supostos versos, certo? Vale a brincadeira, tenham misericórdia…

 

P.s.4: Vamos devagar que isso é uma volta…

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